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domingo, 22 de abril de 2012

Rabiscos




Essa nostalgia filha da puta insiste em querer me ter como companheira.Perdoe-me,mas prefiro ser livre. Não dos momentos,nem de tudo aquilo que me fez bem,e que você me faz lembrar.Mas quero ser livre.Sim, livre dos pensamentos com nome e endereço,que me perseguem,livre para amar,livre para não precisar forjar sorrisos.
- Saudade?
Sim, terei muitas,terei sempre,pra sempre. Farei questão de conviver com todas elas,até o momento de mata-las, uma por uma.Afinal, a saudade é como um porco criado para o abate,nós à vemos nascer,cuidamos para que não machuque,para que não adoeça,e então,quando já está grande o suficiente nós à matamos. E nos saciamos com o gosto.
- E amor?
Ah, esse sim, desse tenho medo.É algo tão sufocante que vem crescendo no peito.Não sei o que fazer,me tira o ar,o chão,mas nunca é como se estivesse flutuando.As vezes penso nunca poder te-lo como companheiro.

                         [Laura Carneiro # http://thoughtsofcottoncandy.tumblr.com/]

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Aquela ...


Por vezes acreditei que não havia ninguém a minha volta 
E que eu não representava nada 
Por ter passado tanto tempo só 
Não sei mais o que é o amor
As ruas estão cheias e meu coração está tão vazio
E é  como se um vento frio tocasse minha alma 
E me entristecesse ainda mais 
E mais uma vez acordo e me preparo 
Para o mundo lá fora 
Que me espera de braços abertos 
E de sorriso franco
Mas nada adianta 
Se você não estiver comigo 
Sinto falta dos abraços 
Que não importavam onde eu estivesse me faziam voar 
E conquistar outros caminhos 
Está quente hoje 
E eu estou olhando a paisagem 
E pensando  que não existem palavras pra descrever sua beleza 
Mas nada adianta pois nada em que acredito 
É valido se você não está aqui comigo
E por em um relance 
Vejo você passar ao longe 
E sinto que estou bem