Mostrando postagens com marcador Triste. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Triste. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de abril de 2014

Triste e doce realidade


Permita-me então mergulhar
No negro mar da perdição
Permita-me fumar todo o ópio
Para acalmar meu ânimos
Para que eu morra lentamente, sem perceber
Deixa que eu beba todo o álcool
Para que no dia seguinte
Eu não lembre do dia anterior, hoje e sempre
Pois estou cansado desta vida dantesca
Dessas lembranças repentinas
Desse amor dilacerado
De todo ódio guardado
Do qual não tenho como me livrar

Encho meus pulmões de realidade
Dói quando inspiro
Enfureço-me diante de toda verdade
Faço da fúria meu retiro
E viajo léguas a frente
Para poder livrar-me do agora
E percebo que essa
Talvez seja a melhor hora
Para eu poder chorar
sinto meu coração esvaziar
A cada gota que derramo
E saudade vai se acalmando
A fúria ,amiga, me leva pro canto
E põem-se a me ninar.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

41


Trazida a mim sem ao menos saber 
De nosso trágico futuro
E nosso triste fim
Uma execução sumária 
Que mudaria nosso destino
E o que poderia morrer de velho
Foi assassinado quando recém nascido
Sem defesas e nem coração
E nada que seja dito
Depois de ato tão desmedido 
Não mudará o que aconteceu
E por mais que meu desejo seja de retorno
Não poderei escapar do futuro escabroso
Que espera de braços abertos por mim
Se fosse Chronos voltaria no tempo 
Para mudar esse desfecho 
Mesmo que no fim 
Eu acabasse executado em teu lugar
Por que nada me mata tão lentamente 
E nem me feri tão violentamente 
Quanto tua voz embargada 
A me falar tudo aqui que te magoou 
E fez transformar 
Aquilo que era doce Amor
Em amargo Pesar...