terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Lara...




Talvez em nada eu possa ajudar

Talvez nem se quer possa voltar a ser o que era antes
Talvez nem se quer vá existir um futuro
E pra ser sincero já tinha pensado nessa possibilidade
Depois que troquei meu otimismo pela racionalidade
E depois que percebi que nada pode ter sido realmente 
O que eu queria (de todo meu coração) que realmente fosse
Talvez seja só o fato de uma batalha 
Na qual o meu único oponente 
É também a mulher pra qual já fiz diversas juras de amor

Tenho Medo de não satisfazê-la
Seja em sentimento 

Seja na cama, no namoro no casamento
Tenho medo de nunca vencer essa luta 
Ou talvez vence-la pelo cansaço
E acabar estando junto por estar
Pelo simples fato de ser mais comodo ficarmos assim por ficar 
Não tenho nada pra te oferecer
Além da inconstância do meu humor
Dos dois que carrego em mim
De uma conversa mirrada no fim de um dia cansativo 
Que dia sim dia não terá um bom assunto no qual
Teremos prazer em conversar 
E que nosso silêncio representará reflexão mutua 
E não falta de assunto 
Tenho minha determinação 
Que por mais que pareça (e creio eu plenamente que não parece)
Não é inabalável 
Tenho discursos bobos de otimismo exacerbado 
E uma filosofia barata de livros de auto ajuda
Os quais nunca li (e pra ser sincero odeio)
Tenho uma paciência, meio estranha, mas possuo-a 
Tenho medo, muito medo, de olhar pra trás e ver que perdi
Por não ter tentado, por não ter dito e demonstrado tudo aquilo
Que eu realmente queria e todas a minhas inúmeras intenções
De te fazer realmente feliz
Medo de que nada dê certo e que somente eu sinta 
A perda de algo que pra mim era mais que um costume
Medo de que você não sofra por isso
Pelo fim de nós... 
...Mas o que dizer?, 
Direi que não sei se é o suficiente 
Direi que apesar de toda minha fé (acreditar naquilo que não se vê)
E de orar por você todos os dias
De Pedir a Deus, tanto o nosso Quanto aos meus 
Que você esteja bem e forte todo santo dia 
De pedir força pra que nós, viremos de verdade um nós 
E não um eu e você pelo simples costume de ser.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

41


Trazida a mim sem ao menos saber 
De nosso trágico futuro
E nosso triste fim
Uma execução sumária 
Que mudaria nosso destino
E o que poderia morrer de velho
Foi assassinado quando recém nascido
Sem defesas e nem coração
E nada que seja dito
Depois de ato tão desmedido 
Não mudará o que aconteceu
E por mais que meu desejo seja de retorno
Não poderei escapar do futuro escabroso
Que espera de braços abertos por mim
Se fosse Chronos voltaria no tempo 
Para mudar esse desfecho 
Mesmo que no fim 
Eu acabasse executado em teu lugar
Por que nada me mata tão lentamente 
E nem me feri tão violentamente 
Quanto tua voz embargada 
A me falar tudo aqui que te magoou 
E fez transformar 
Aquilo que era doce Amor
Em amargo Pesar...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Abortados


Não é mais grito
Agora é sussurro 
A dor no corpo
Nunca será maior 
Que a dor habitando nossas almas
Pois para ela 
Não há remédios
E por mais que mil poemas
De profundidade sejam escritos
Nenhum deles 
E nem todos juntos
Irão traduzir
A dor lancinante  
Dos abortados
Dos Odiados
Ou apenas esquecidos
Por um coração arrependido 
Em um útero frio
A Espera de sua saída forçada
E deveras macabra
Aos cortes e recortes 
Vou saindo de dentro de ti
Adeus, Oh Deus, Oh Ti.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Menina




Ela deita no chão frio do quarto
Em posição fetal e começa a chorar
Suas lágrimas escorrem por suas bochechas vermelhas 
E entram molham seus lábios
Ela chora por que não aguenta mais
Chora pois sabe que só existe este meio
Para que seu coração cheio de amargura 
Se esvazie, para que todo seu ódio se dissipe 
Para que suas mágoas serem curadas
E pra que talvez, com a saída daquelas lágrimas
Surgisse um espaço para alegria. 

Olga...

                                       
E se eu não for assim
Tudo pra ti
Como tu és pra mim
Diga-me o que ei eu de fazer
Se trocar-me pelo outro alguém
Hoje, assim como no inicio
Tenho quase certeza 
De que chorarei mares
Mas se esse for teu Destino 
E a troca te fizer feliz
Pra mim tudo bem 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Frustração.





É mais uma daquelas noites
Em que a frustração resolve te visitar
Ela entra na tua casa
Sem pedir licença 
Me tira da rotina
Te faz pensar
Me põem na cama
Tira minha roupa
E se despi também
E me abraça, te afaga, me beija
Sem sentimento 
Cem Sensações
Respiro profunda e lentamente
Noto toda minha insignificância
Acomodo minha cabeça
Entre os seios 
Da única mulher 
Que realmente me ama 
Minha adorada Frustração.

   

 Dedicado a Rose, meu desejo é que sua frustração tenha um final, espero que seu final seja feliz.

sábado, 24 de novembro de 2012

Aos Senhores que nos governam.



Levam-te de Deus a Demônio
Em pouco tempo varias vezes ao dia
E de Demônio a Deus
Mas nem se quer percebes...
Cospem em ti, e Beijam-te
Os mesmo que te odeiam
Com a fúria de um Lobo
Também te amam
Com suavidade das águas tranquilas
Que refrigeram tua alma e guiam-te
Nessa massante caminhada em busca do reino de deus
Ou de Satanás quem sabe ela não seja apenas uma das ferramentas
Nos planos do Onipotente Deus
Que abandonou o unigênito 
Para que pudéssemos viver felizes para sempre
Nesse conto de fadas que nos contaram
E que nós fazemos questão de propagar,
De difundir, de Lutar e as vezes Matar
Para que nossa verdade absoluta e burra
Seja a verdade dos outros também...
Mas isso não importa
Todo sangue derramado, corações dilacerados
Logo serão esquecidos e viveremos
Viveremos Cantando, e Saltitando 
Nessa bela terra que Deus nos deu...  

sábado, 10 de novembro de 2012

Bilhete à vida.




Hey, se existe alguém ai que possa me escutar
E Somente me escutar, sem em nada opinar 
Por favor Manifeste-se
E Mesmo que não haja ninguém entre os mais de 7 milhões
De seres humanos, com o minimo de humanidade
Berrarei aos quatro ventos
Para que minhas súplicas percorram 
Dos sete infernos ao infinito céu
Pois já estou farto
Cheio, transbordando de amor não correspondido
E as lágrimas escorridas
Já caíram no papel e borraram este poema
Cansei-me das mentiras e das impossibilidades
E Já estou de barriga cheia da realidade 
Que só me trouxe frustração...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Um desejo.

                                            
      Pra ser sincero, odeio clichês, senso comum me deixa entediado, mas não consigo pensar em nada melhor pra te dizer do que: "amo seus olhos" quando olho pra você. Pra ser sincero, odeio arrodeios, mesmo não conseguindo ser direto quando estou olhando pra você e dizendo: "amo seus lindos olhos" mas querendo dizer outras coisas que você já deve saber. Sinceramente, odeio essas possibilidades infinitas que você deixa minha imaginação criar... trabalho melhor com certezas... lembro-me de ter lido uma vez de que "a dúvida é um luxo dos intelectuais" eu não sou um deles... gosto das cômodas e maravilhosas certezas que me mantém quieto no meu canto gastando meu tempo pra pensar em você ao invés da curiosidade louca pra descobrir se você senti o mesmo ou se está só a brincar com um coração bobo.




                                                                 ?

                                                                              [Daniel Sena]